sexta-feira, 22 de agosto de 2008

liberte-se

Tenho em mim a obsessão
De ouvir vozes caladas,
Vozes sofridas,
Amarguradas
Vozes em pausas dilatadas
Tristemente silenciadas
Por uma justiça desapiedada


Vozes de:
De meninos violados
De velhos desamparados
Mulheres com sonhos quebrados
Homens duros, obstinados


Vozes que dissipam em surdina muda
uma postura entristecida
De quem se encolhe e silencia.


E nesta descontinuidade da fala
A humanidade é fria, gelada
Barbaramente ensanguentada
Por consciências sufocadas

São muitas as vozes que falam,
De atulhadas cobardias
São palavras inexistentes
Das vozes da hipocrisia.

"E viva a liberdade!"

Autor(a): Ana Luar

2 comentários:

de doido cada um tem disse...

o blog esta ótimo, parabéns, que bom seria se todos tivessem essa consciência

de doido cada um tem disse...

o blog esta ótimo, parabéns, que bom seria se todos tivessem essa consciência